Pesquisa

A pesquisa por trás do Ebbi

Cada mecanismo central tem origem em pesquisas publicadas, e cada som tem a sua própria página com a evidência por trás dele. Não apenas citamos as nossas fontes, nós as explicamos.

Metodologia 40 referências

Motor de áudio Reforge Patente pendente

A tecnologia por trás de cada paisagem sonora do Ebbi.

As paisagens sonoras do Ebbi não são gravações baixadas de um banco de sons. Elas são movidas pelo Reforge, nosso motor de áudio com patente pendente. Cada som foi escolhido tendo em vista a pesquisa publicada (a evidência mais forte para o TDAH é a do ruído branco, em jovens; para os outros, ela é mais fraca) e projetado matematicamente. Testamos o nosso design de chuva com um classificador de áudio treinado com gravações do mundo real, e ele foi reconhecido como chuva. As cores de ruído e o lo-fi são construídos só com matemática e não passaram pelo classificador. Aprovamos ouvindo cada um dos seis sons reconstruídos a partir de gravações reais (ondas do oceano, lareira, riacho, vento, tempestade e café) antes de eles serem lançados.

No iPhone, os sons principais são sintetizados no seu dispositivo a partir de equações matemáticas; no Android, os mesmos sons são pré-renderizados e armazenados no app. Os sons naturais complexos são analisados a partir de dados acústicos do mundo real e reconstruídos a partir de sua estrutura matemática.

Saiba mais sobre o Reforge →

A pesquisa sobre descansos estruturados

Em estudantes, os descansos agendados foram melhores do que os que eles mesmos cronometraram.

Seu cérebro não foi projetado para sessões de foco de maratona. Ele foi projetado para rajadas. Uma revisão de escopo de 2025, com 32 estudos, publicada na BMC Medical Education, constatou que, em estudantes, a técnica Pomodoro, períodos estruturados e cronometrados de trabalho e descanso, melhorou de forma consistente o foco e reduziu a fadiga mental em comparação com descansos no ritmo de cada pessoa. Um estudo de 2023 com 87 estudantes, no British Journal of Educational Psychology, em que a revisão também se baseia, constatou que descansos agendados com antecedência trouxeram menos fadiga e distração, e mais concentração e motivação, do que descansos cronometrados pelos próprios estudantes.

Por que será? Achamos que o esforço mental contínuo desgasta a atenção, e um descanso dá a ela a chance de se recuperar antes da próxima arrancada. Sem descansos, você insiste em retornos decrescentes e chama isso de disciplina.

O Ebbi agenda seus descansos automaticamente, não porque você é frágil, mas porque seu cérebro trabalha melhor quando pode respirar entre as arrancadas.

Fontes

Ogut (2025). BMC Medical Education. https://doi.org/10.1186/s12909-025-08001-0

Biwer et al. (2023). British Journal of Educational Psychology. https://doi.org/10.1111/bjep.12593

Leia a pesquisa completa →

Por que planejar suas tarefas muda tudo

Decidir com antecedência quando e onde você vai agir ajuda as pessoas a cumprir o que planejaram.

Aqui vai algo contraintuitivo: o plano que você faz importa menos do que o ato de fazê-lo. Na população geral, uma meta-análise de 94 testes independentes (mais de 8.000 participantes) constatou que formar 'intenções de implementação', ou seja, simplesmente especificar o que você vai fazer e quando vai fazer, teve um efeito de médio a grande (d = 0,65) no cumprimento de metas. A mágica não está na agenda. Está no que acontece com o seu cérebro quando você cria uma.

Quando você decide de antemão sua próxima ação, cria uma ligação automática entre gatilho e resposta. Seu cérebro basicamente pré-carrega o comportamento, então, quando o momento chega, você não precisa gastar função executiva decidindo o que fazer. Você simplesmente… faz. Você está entregando o início de cada próximo passo a um sistema que funciona no piloto automático.

A sequência de tarefas e o construtor de agenda do Ebbi não têm a ver com produtividade rígida. Têm a ver com reduzir o custo cognitivo de começar, que muitas vezes é a única coisa entre você e o seu trabalho.

Fontes

Gollwitzer, P. M. & Sheeran, P. (2006). Advances in Experimental Social Psychology. https://doi.org/10.1016/S0065-2601(06)38002-1

Leia a pesquisa completa →

A cegueira temporal é real, e aqui está o que ajuda

As diferenças na percepção do tempo no TDAH são mensuráveis e foram replicadas em crianças e adolescentes.

Se você já levantou os olhos da mesa de trabalho e percebeu que três horas sumiram, ou subestimou drasticamente quanto tempo uma tarefa levaria, você já viveu a cegueira temporal. E isso não é defeito de caráter. Uma meta-análise de 2022 com 27 estudos constatou que crianças e adolescentes com TDAH avaliam o tempo com menos precisão e menos consistência do que seus pares. A diferença foi menor em crianças mais velhas e adolescentes, e essa meta-análise não estudou adultos.

O modelo de funções executivas de Russell Barkley enquadra o TDAH em parte como um transtorno de gestão do tempo, não no sentido dos gurus de produtividade, mas no sentido neurológico. O relógio interno funciona de outro jeito. A recomendação dele: externalizar o tempo. Torná-lo visível, audível, inevitável. Relógios, timers, contagens regressivas, qualquer coisa que leve o conceito abstrato de tempo para algo que os seus sentidos consigam acompanhar.

A projeção de tempo ao vivo e o recálculo do Ebbi fazem exatamente isso. Eles transformam o tempo invisível em algo concreto, mostrando como o seu dia realmente é para que você tome decisões reais em vez de palpites otimistas.

Fontes

Zheng, Q., Wang, X., Chiu, K. Y., & Shum, K. K. (2022). Journal of Attention Disorders. https://doi.org/10.1177/1087054720978557

Leia a pesquisa completa →

Por que o Ebbi deixa a vergonha de fora

O que a pesquisa sobre emoção, autocompaixão e procrastinação mostra.

Muitos apps de produtividade usam a vergonha como motivador. Perca um dia e a sua planta morre. Quebre uma sequência e você vê vermelho. Pule uma tarefa e a interface lembra que você falhou. Em adultos com TDAH, a desregulação emocional é muito maior do que em adultos sem a condição (uma meta-análise de 13 estudos, 2.535 adultos), e a baixa autocompaixão ajuda a explicar uma saúde mental pior (543 adultos que relataram um diagnóstico de TDAH). Achamos que a vergonha não tem lugar em uma ferramenta para esses cérebros.

Pesquisas com a população geral constatam que pessoas que procrastinam mais tendem a ter menos autocompaixão e mais estresse. Achamos que, quando você internaliza as tarefas não concluídas como fracasso pessoal, o estresse resultante prejudica a função executiva de que você precisa para voltar aos trilhos. O resultado? Mais evitação, mais procrastinação, mais autocrítica. É um ciclo, e ele aperta a cada notificação de fracasso.

O Ebbi é construído sobre uma filosofia sem punição. Nada de árvores morrendo. Nada de sequências quebradas. Nada de lembretes passivo-agressivos. Porque o caminho de volta ao foco passa pela autocompaixão, não pela culpa.

Fontes

Sirois, F. M. (2014). Self and Identity. https://doi.org/10.1080/15298868.2013.763404

Beheshti, A., Chavanon, M. L., & Christiansen, H. (2020). BMC Psychiatry, 20, 120. https://doi.org/10.1186/s12888-020-2442-7

Beaton, D. M., Sirois, F. M., & Milne, E. (2022). Journal of Clinical Psychology, 78(12), 2497-2512. https://doi.org/10.1002/jclp.23354

Leia a pesquisa completa →

Sons da natureza e a ciência da restauração da atenção

A natureza não exige a sua atenção, e é exatamente por isso que ela ajuda você a recuperá-la.

A atenção direcionada, a que você usa para trabalhar, estudar e planejar, é um recurso limitado. Se você a usa por tempo suficiente, ela se esgota, deixando você com a mente dispersa, irritável e com dificuldade para se concentrar. A Teoria da Restauração da Atenção, desenvolvida por Kaplan e Kaplan, propõe que ambientes naturais restauram esse recurso porque acionam um sistema de atenção totalmente diferente: o fascínio involuntário. Folhas farfalhando, água corrente, canto de pássaros: esses sons prendem a sua atenção com suavidade, sem exigir esforço, e dão tempo para que seus circuitos de atenção direcionada se recuperem.

Um estudo qualitativo de 2013 de Ratcliffe e colegas entrevistou 20 adultos sobre o que os ajudaria a se recuperar de estresse e fadiga mental imaginados. O canto e os chamados de pássaros foram o som natural que eles mais mencionaram, embora nem todo som de pássaro tenha sido visto como útil.

As paisagens sonoras de chuva, oceano, riacho e vento do Ebbi se baseiam nesse trabalho. Em um pequeno estudo de neuroimagem com 17 adultos saudáveis, sons naturais familiares estiveram associados a maior atividade parassimpática e a mudanças na conectividade da rede de modo padrão, em comparação com sons artificiais. Usar sons da natureza para o foco é uma extensão da teoria, não uma aplicação testada, e nenhum estudo a testou com participantes com TDAH.

Fontes

Kaplan, R. & Kaplan, S. (1989). The Experience of Nature. Cambridge University Press.

Ratcliffe, E., Gatersleben, B., & Sowden, P. T. (2013). Journal of Environmental Psychology. https://doi.org/10.1016/j.jenvp.2013.08.004

Alvarsson, J. J., Wiens, S., & Nilsson, M. E. (2010). Int J Environ Res Public Health, 7(3), 1036-1046. https://doi.org/10.3390/ijerph7031036

Gould van Praag, C. D., et al. (2017). Scientific Reports, 7, 45273. https://doi.org/10.1038/srep45273

Leia a pesquisa completa →

Por que salvar suas tarefas muda tudo

A biblioteca de tarefas não é uma lista de afazeres. É uma infraestrutura de descarregamento cognitivo.

Os cérebros com TDAH têm dificuldade com a memória prospectiva: lembrar o que fazer e quando fazer. Toda vez que você senta e planeja do zero, está pedindo ao seu cérebro que lembre, estime e sequencie tarefas em tempo real, tudo ao mesmo tempo. É aí que a maioria das tentativas de planejamento falha, não por falta de motivação, mas pelo custo cognitivo de começar.

O descarregamento cognitivo, a prática de guardar informações externamente em vez de mantê-las na memória de trabalho, é uma estratégia bem estabelecida para reduzir a carga mental. A biblioteca de tarefas externaliza a decisão de "o que devo fazer?": salve uma tarefa com um toque enquanto planeja, e ela mantém a estimativa de tempo para o seu próximo plano.

Fontes

Risko, E. F. & Gilbert, S. J. (2016). Cognitive Offloading. Trends in Cognitive Sciences, 20(9), 676-688. https://doi.org/10.1016/j.tics.2016.07.002

Barkley, R. A. (2012). Executive Functions: What They Are, How They Work, and Why They Evolved. Guilford Press.

Leia a pesquisa completa →

Por que dar nome aos seus descansos faz com que funcionem

As intenções de implementação transformam um vago "descanse um pouco" em ação automática.

Na população geral, uma meta-análise de 94 testes independentes (mais de 8.000 participantes) constatou que formar intenções de implementação ("quando X acontecer, farei Y") teve um efeito de médio a grande (d = 0,65) no cumprimento de metas. Em um estudo com meninos com TDAH, um plano se-então elevou a inibição (conter uma resposta indesejada) ao nível dos meninos sem TDAH.

A biblioteca de resets aplica esse princípio aos descansos. Em vez de um vago "descanse um pouco", você já decidiu: "quando esta tarefa terminar, vou dar uma volta no quarteirão." A decisão já vem pré-carregada. Sem precisar de força de vontade. Sem culpa sobre o que conta como um descanso "bom". Só a ação que você já escolheu.

Fontes

Gollwitzer, P. M. & Sheeran, P. (2006). Advances in Experimental Social Psychology, 38. https://doi.org/10.1016/S0065-2601(06)38002-1

Gawrilow, C. & Gollwitzer, P. M. (2008). Cognitive Therapy and Research, 32, 261-280. https://doi.org/10.1007/s10608-007-9150-1

Leia a pesquisa completa →

Divisão de tarefas: arrancadas, não maratonas

Intervalos mais curtos com recuperação. Nenhum estudo encontrou a duração ideal, então quem define a duração é você.

A teoria unificadora do TDAH de Barkley (1997) propôs que o TDAH é, na raiz, um problema de inibição comportamental, que por sua vez enfraquece outras funções executivas. O que foi medido vem de uma meta-análise de 83 estudos: grupos com TDAH se saíram pior do que grupos sem TDAH em tarefas de laboratório de vigilância, memória de trabalho, planejamento e inibição de respostas (Willcutt et al., 2005). Dividir uma tarefa longa em segmentos mais curtos é uma escolha de design nossa. A meta-análise de Albulescu et al. (2022) sobre micropausas de 10 minutos ou menos (19 estudos com 22 amostras de estudantes e funcionários, 2.335 pessoas; nenhum dos estudos examinou o TDAH) constatou que elas aumentaram o vigor e reduziram a fadiga, enquanto o efeito sobre o desempenho foi pequeno e não significativo.

A divisão de tarefas do Ebbi pega uma tarefa longa e a quebra em partes administráveis, com resets entre cada segmento. O tempo total de trabalho é o mesmo. A arquitetura cognitiva é fundamentalmente diferente.

Fontes

Barkley, R. A. (1997). Psychological Bulletin, 121(1), 65-94. https://doi.org/10.1037/0033-2909.121.1.65

Albulescu, P., et al. (2022). PLoS ONE, 17(8), e0272460. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0272460

Willcutt, E. G., et al. (2005). Biological Psychiatry, 57(11), 1336-1346. https://doi.org/10.1016/j.biopsych.2005.02.006

Leia a pesquisa completa →

Redução da carga cognitiva: cada tela conquista o seu lugar

A memória de trabalho é limitada e foi medida como mais fraca em jovens com TDAH. Achamos que cada elemento extra na tela tem um custo.

Miller (1956) descreveu um limite de cerca de sete itens para a memória imediata. Em uma meta-análise de 26 estudos com crianças e adolescentes, Martinussen et al. (2005) encontraram uma memória de trabalho mais fraca em quem tem TDAH, principalmente para informações espaciais. Sweller (1988) argumentou, com um modelo computacional e experimentos de resolução de problemas, que uma carga mental pesada deixa menos espaço para aprender. Iyengar e Lepper (2000) constataram que consumidores e estudantes eram mais propensos a comprar geleia ou chocolates, ou a escrever uma redação opcional, quando lhes eram oferecidas 6 opções em vez de 24 ou 30.

O Ebbi aplica esses achados em todo o app: exibição de uma só tarefa durante as sessões, no máximo 5-7 itens visíveis sem rolar a tela, uma ação principal por tela e nenhuma caixa de diálogo de consentimento ao abrir pela primeira vez. Isso não é minimalismo por razões estéticas. É manter menos coisas na tela competindo pela sua atenção.

Fontes

Miller, G. A. (1956). Psychological Review, 63(2), 81-97. https://doi.org/10.1037/h0043158

Sweller, J. (1988). Cognitive Science, 12(2), 257-285. https://doi.org/10.1207/s15516709cog1202_4

Martinussen, R., et al. (2005). J Am Acad Child Adolesc Psychiatry, 44(4), 377-384. https://doi.org/10.1097/01.chi.0000153228.72591.73

Iyengar, S. S. & Lepper, M. R. (2000). J Personality and Social Psychology, 79(6), 995-1006. https://doi.org/10.1037/0022-3514.79.6.995

Leia a pesquisa completa →

Precisão das estimativas: ver a diferença entre o plano e a realidade

As pessoas muitas vezes avaliam mal quanto tempo as tarefas levam. Não foi testado no TDAH se um retorno externo ajuda.

Barkley, Murphy e Fischer (2007) resumem pesquisas que sugerem que crianças e adultos com TDAH muitas vezes avaliam o próprio desempenho como melhor do que ele se mostra quando testado. As pessoas também tendem a subestimar quanto tempo as tarefas futuras vão levar, em parte porque lembram errado quanto tempo as tarefas passadas levaram (Roy, Christenfeld e McKenzie, 2005), e crianças e adolescentes com TDAH avaliam o tempo com menos precisão do que seus pares (Zheng et al., 2022). Toplak, West e Stanovich (2013) acrescentam uma ressalva sobre a medição: os testes de laboratório e as escalas de avaliação da função executiva quase não concordam, então parecem medir coisas diferentes.

No iPhone e, na versão mais recente, no Android, o Ebbi compara o tempo planejado de cada tarefa com o tempo que ela realmente durou e, com o tempo, mostra padrões. O objetivo não é fazer os usuários se sentirem mal por estimar mal. É tornar o erro de calibração visível para que ele possa ser corrigido. As sessões do Android registradas antes dessa atualização mostram apenas os tempos planejados.

Fontes

Barkley, R. A., Murphy, K. R., & Fischer, M. (2007). ADHD in Adults: What the Science Says. Guilford Press.

Toplak, M. E., et al. (2013). J Child Psychol Psychiatry, 54(2), 131-143. https://doi.org/10.1111/jcpp.12001

Roy, M. M., Christenfeld, N. J. S., & McKenzie, C. R. M. (2005). Underestimating the duration of future events: Memory incorrectly used or memory bias? Psychological Bulletin, 131(5), 738-756. https://doi.org/10.1037/0033-2909.131.5.738

Zheng, Q., et al. (2022). Time perception deficits in children and adolescents with ADHD: A meta-analysis. Journal of Attention Disorders. https://doi.org/10.1177/1087054720978557

Leia a pesquisa completa →

Energia de ativação: por que começar é a parte mais difícil

Começar costuma ser a parte mais difícil. Projete para eliminar o atrito.

O modelo de TDAH de Barkley (1997) propõe que o problema central é a inibição comportamental, com efeitos em cadeia sobre quatro funções executivas; na nossa leitura do modelo dele, começar uma tarefa recorre às quatro. O cérebro com TDAH muitas vezes sabe o que fazer e quer fazer. A ponte entre querer e começar é onde as coisas travam. O Modelo de Comportamento de Fogg (2009) propõe que motivação e habilidade se compensam: quando a motivação é baixa, um comportamento ainda pode acontecer se for simples o bastante. Em um ensaio randomizado publicado no JAMA, Safren e colegas (2010) constataram que, em 86 adultos com TDAH cujos sintomas persistiam apesar da medicação, 12 sessões de terapia cognitivo-comportamental, que incluíam planejar, organizar e dividir tarefas grandes em passos, reduziram os sintomas mais do que 12 sessões de relaxamento com apoio educacional. O ensaio não testou qual parte da terapia fez a diferença.

Cada decisão de design do Ebbi foi testada com a pergunta: "Isso funcionaria em um dia ruim para o cérebro?" Início com um toque, modelos de tarefa salvos, sem caixas de diálogo de consentimento. Cada toque a menos é uma barreira que não consegue mais impedir você.

Fontes

Safren, S. A., et al. (2010). JAMA, 304(8), 875-880. https://doi.org/10.1001/jama.2010.1192

Fogg, B. J. (2009). Proceedings of the 4th International Conference on Persuasive Technology. https://doi.org/10.1145/1541948.1541999

Leia a pesquisa completa →

Progresso cumulativo, não sequências

As sequências punem os dias perdidos. O progresso cumulativo recompensa cada dia em que você aparece.

A Teoria da Perspectiva de Kahneman e Tversky (1979) propôs que as perdas pesam mais do que os ganhos: perder uma quantia em dinheiro parece pior do que ganhar a mesma quantia parece bom. Achamos que uma sequência quebrada pode gerar uma vergonha desproporcional, que, para usuários com TDAH, pode alimentar o ciclo de evitação. A Teoria da Autodeterminação de Deci e Ryan (2000) sustenta que motivadores extrínsecos podem minar a motivação intrínseca que ajuda a sustentar um comportamento, e contamos as sequências entre esses motivadores. Volkow et al. (2011), em uma análise secundária de exames de PET de 45 adultos com TDAH e 41 participantes de controle, encontraram menor motivação como traço no grupo com TDAH e, dentro desse grupo, menor disponibilidade de receptores e transportadores de dopamina em regiões de recompensa acompanhou menor motivação. O estudo não testou sequências nem retorno; nossa leitura é que, quando a motivação pode ficar baixa, o progresso não deve depender de encontrá-la todos os dias.

O Ebbi acompanha o total de horas, não os dias seguidos. Seu progresso só pode crescer. Um dia perdido não muda nada. O app recebe você do mesmo jeito, quer você tenha ficado fora um dia, quer um mês.

Fontes

Kahneman, D. & Tversky, A. (1979). Econometrica, 47(2), 263-291. https://doi.org/10.2307/1914185

Volkow, N. D., et al. (2011). Molecular Psychiatry, 16, 1147-1154. https://doi.org/10.1038/mp.2010.97

Leia a pesquisa completa →

Pesquisa de som

A ciência por trás de cada paisagem sonora

Cada som do Ebbi foi escolhido por um motivo. Onde existe pesquisa direta sobre o TDAH, nós a citamos. Onde a evidência é indireta, dizemos isso.

Como o som ambiente pode ajudar alguns cérebros com TDAH a manter o foco

Por que o som de fundo pode ajudar alguns cérebros com TDAH a manter o foco, e o que ainda é debatido.

Uma das principais explicações de por que o ruído de fundo ajuda algumas pessoas com TDAH é o modelo de Ativação Cerebral Moderada. Ele sustenta que os cérebros com TDAH funcionam abaixo do seu melhor nível de ativação, então precisam de mais estímulo externo do que outros cérebros para ter bom desempenho. Não é um fato estabelecido, e os pesquisadores ainda debatem o assunto.

O modelo aponta para o que os físicos chamam de ressonância estocástica: um ruído aleatório de fundo na medida certa pode elevar sinais neurais fracos acima do limiar de detecção. O benefício em si foi medido. Em um estudo de 2007, crianças com TDAH se saíram melhor em tarefas de memória com ruído branco, e crianças sem TDAH se saíram pior. Não existe solução única para todos.

Se o modelo estiver certo, é por isso que tantas pessoas com TDAH juram pelo ruído marrom, pelos sons de chuva ou pela música lo-fi: elas não estão mascarando distrações, estão suprindo uma falta de ativação.

O ruído branco tem a evidência mais forte para o TDAH, a partir de estudos com jovens; para as outras paisagens sonoras do Ebbi ela é mais fraca, e cada uma tem a sua própria página de pesquisa com a evidência por trás dela.

Fontes

Söderlund, G., Sikström, S., & Smart, A. (2007). Journal of Child Psychology and Psychiatry. https://doi.org/10.1111/j.1469-7610.2007.01749.x

Rausch, V. H., Bauch, E. M., & Bunzeck, N. (2014). Journal of Cognitive Neuroscience, 26(7), 1469-1480. https://doi.org/10.1162/jocn_a_00537

Ruído branco

O som mais estudado para o TDAH: 12 dos 13 estudos de uma meta-análise de 2024.

O ruído branco tem mais pesquisas específicas sobre o TDAH do que qualquer outro tipo de som. Um estudo inicial de Söderlund, Sikström e Smart (2007) constatou que crianças com TDAH se saíram melhor em tarefas de memória com ruído branco, enquanto crianças de desenvolvimento típico se saíram pior. Estudos posteriores encontraram resultados semelhantes, e uma meta-análise de 2024 reuniu 13 estudos, incluindo o de 2007, com 335 participantes com TDAH ou problemas de atenção.

A meta-análise encontrou um benefício pequeno, mas estatisticamente significativo, para o TDAH (g = 0,249, p < 0,0001). É importante notar que o mesmo ruído prejudicou o desempenho de quem não tem TDAH (g = -0,212). Esta não é uma ferramenta geral de foco. O benefício apareceu em jovens com TDAH ou problemas de atenção, não em seus pares.

Uma observação sobre os rótulos: o ruído branco verdadeiro tem energia igual em todas as frequências e soa brilhante. O Ebbi o oferece junto com um ruído cinza mais quente, com graves realçados, para você ouvir a diferença e escolher.

Fontes

Nigg, J.T., et al. (2024). J Am Acad Child Adolesc Psychiatry, 63(8), 778-788. PMID: 38428577.

Söderlund, G., et al. (2007). J Child Psychol Psychiatry, 48(8), 840-847. PMID: 17683456.

Leia a pesquisa completa →

Ruído rosa

Incluído na meta-análise sobre o TDAH junto com o ruído branco. Energia igual em cada oitava.

O ruído rosa cai 3 dB por oitava, o que produz energia igual em cada oitava. Muitos ouvintes acham que ele soa mais equilibrado do que o ruído branco. A meta-análise de Nigg et al. (2024) reuniu 12 estudos com ruído branco e 1 com ruído rosa, então o seu pequeno benefício vale para o branco e o rosa juntos; ela não testou o rosa isoladamente.

Fontes

Nigg, J.T., et al. (2024). J Am Acad Child Adolesc Psychiatry, 63(8), 778-788. PMID: 38428577.

Leia a pesquisa completa →

Ruído marrom

Também chamado de ruído vermelho. Popular entre adultos com TDAH. Plausibilidade teórica, evidência direta limitada.

Nenhum estudo revisado por pares testou especificamente o ruído marrom com participantes com TDAH. A meta-análise de Nigg et al. (2024) aponta explicitamente essa lacuna. No entanto, um estudo com 22 estudantes universitários saudáveis constatou que o ruído vermelho (matematicamente idêntico ao marrom) melhorou a velocidade psicomotora, a função executiva e a memória de trabalho em comparação com condições silenciosas, e foi avaliado entre as cores de ruído mais confortáveis.

O ruído marrom está incluído com base nessa evidência indireta, na possibilidade de que a ressonância estocástica (o mecanismo que o modelo de Ativação Cerebral Moderada propõe) se aplique a todas as cores de ruído, e na forte demanda da comunidade com TDAH.

Fontes

Lu, S.-Y., et al. (2020). Noise & Health, 22(104), 19-27. PMID: 33243964.

Nigg, J.T., et al. (2024). J Am Acad Child Adolesc Psychiatry, 63(8), 778-788. PMID: 38428577.

Leia a pesquisa completa →

Ruído cinza

Ruído branco com os graves realçados, para um som mais quente. Sem estudos diretos.

Em teoria, o ruído cinza é um ruído branco filtrado pelo inverso de um contorno de igual sonoridade, como os da ISO 226, de modo que todas as frequências soam com volume parecido. O ruído cinza do Ebbi é mais simples: um ruído branco com os graves realçados, por isso soa mais quente. O Ebbi oferece ruído branco e cinza para você escolher o que funciona melhor para você.

Nenhum estudo testou o ruído cinza especificamente para TDAH ou cognição. Ele foi incluído como uma variante mais quente do ruído branco, para uma escuta prolongada e confortável; qualquer benefício para o TDAH é uma inferência a partir das evidências sobre o ruído branco, não um achado.

Fontes

ISO 226:2023. Acoustics: Normal equal-loudness-level contours. International Organization for Standardization.

Leia a pesquisa completa →

Chuva

Os sons de água mostraram o efeito mais forte sobre a saúde em uma meta-análise da PNAS.

Uma meta-análise de 2021 nos Proceedings of the National Academy of Sciences sintetizou 18 estudos sobre sons naturais e saúde. O efeito agregado sobre a saúde e o humor positivo foi grande, embora impreciso (g = 1,63), e os sons de água mostraram a maior melhora entre todas as categorias de sons naturais. O perfil espectral de banda larga da chuva se aproxima do ruído rosa, o que a liga indiretamente à base de evidências sobre as cores de ruído no TDAH.

Fontes

Buxton, R.T., et al. (2021). PNAS, 118(14). PMID: 33753555.

Leia a pesquisa completa →

Ondas do oceano

Os sons de água tiveram o maior efeito sobre a saúde e o humor em uma meta-análise de 2021.

As ondas do oceano pertencem à categoria dos sons de água, que teve o maior efeito sobre a saúde e o humor positivo na meta-análise de Buxton et al. publicada na PNAS. Achamos que o sobe e desce lento das ondas, a cada 6 a 12 segundos, pode favorecer um foco estável e calmo; nenhum estudo que citamos testou isso. Não existe nenhum estudo específico sobre o oceano para TDAH. As ondas do oceano foram incluídas com base nas evidências da população geral sobre sons de água.

Fontes

Buxton, R.T., et al. (2021). PNAS, 118(14). PMID: 33753555.

Leia a pesquisa completa →

Riacho

Em 40 estudantes, a ativação do estresse tendeu a diminuir mais rápido com sons da natureza do que com ruído.

Em um estudo com 40 estudantes universitários que se recuperaram, cada um, várias vezes de uma tarefa estressante, com um som diferente a cada vez, a condutância da pele, um marcador de ativação simpática, tendeu a se recuperar mais rápido durante sons da natureza (uma fonte misturada com canto de pássaros) do que durante o tráfego de veículos ou uma gravação de um quintal tranquilo, embora a diferença média tenha sido significativa apenas em relação ao tráfego ruidoso; a variabilidade da frequência cardíaca não mostrou efeito.

Fontes

Alvarsson, J.J., et al. (2010). Int J Environ Res Public Health, 7(3), 1036-1046. PMID: 20617017.

Leia a pesquisa completa →

Vento

Não foi estudado isoladamente. Baseia-se em pesquisas sobre paisagens sonoras naturais.

Um estudo de neuroimagem com 17 adultos saudáveis constatou que paisagens sonoras naturais familiares, em comparação com as artificiais, estiveram associadas a maior atividade parassimpática e a uma mudança na conectividade da rede de modo padrão, do acoplamento anterior para o posterior, um padrão associado a menor processamento autorreferencial. O artigo não diz se o vento estava entre os sons. O vento não é estudado isoladamente, mas o seu perfil espectral de banda larga mascara de forma eficaz as distrações do ambiente.

Fontes

Gould van Praag, C.D., et al. (2017). Scientific Reports, 7, 45273. PMID: 28345604.

Leia a pesquisa completa →

Lareira

O fogo com som produziu reduções consistentes da pressão arterial em um estudo controlado.

Lynn (2014), em três estudos de laboratório com 226 adultos, a maioria estudantes universitários, constatou que assistir a um fogo com som em uma tela reduziu a pressão arterial de forma mais consistente do que o mesmo fogo sem som ou uma tela de controle, e mais ainda no estudo em que cada condição durou 15 minutos em vez de 5. Nesse estudo, a facilidade com que as pessoas se absorvem em uma experiência e o quanto eram pró-sociais estiveram ligadas ao tamanho da mudança na pressão arterial, embora não de forma consistente em todas as suas análises. A ideia dele de que essa calma ajudou os primeiros humanos a conviver em grupo é uma interpretação evolutiva que um estudo de pressão arterial não tem como testar. Achamos que o tempo aleatório entre um estalo e outro pode impedir que o cérebro ignore o som tão rápido quanto ignoraria um ruído constante; Lynn não testou isso.

Fontes

Lynn, C.D. (2014). Evolutionary Psychology, 12(5), 983-1003. PMID: 25387270.

Leia a pesquisa completa →

Tempestade

Combina a base de evidências da chuva com a sensação psicológica de abrigo.

Nenhum estudo revisado por pares testou especificamente os sons de tempestade. A tempestade combina chuva (evidência geral forte, via Buxton et al. 2021) com um ronco de baixa frequência. A combinação do mascaramento contínuo da chuva com trovões distantes esporádicos oferece tanto uma ativação estável quanto o componente de "estar longe" da Teoria da Restauração da Atenção (Kaplan, 1995). Incluída com base na evidência de seus componentes.

Fontes

Buxton, R.T., et al. (2021). PNAS, 118(14). PMID: 33753555.

Kaplan, S. (1995). Journal of Environmental Psychology, 15, 169-182. https://doi.org/10.1016/0272-4944(95)90001-2

Leia a pesquisa completa →

Música Lo-Fi

A música de fundo pode ajudar alguns ouvintes com TDAH. A evidência é mista.

Um estudo de 2024 com 76 meninos de 10 a 12 anos constatou que os meninos com e sem TDAH cometeram menos erros em um teste de atenção com música de fundo do que sem ela; o efeito não foi específico do TDAH. Separadamente, Woods et al. (2024) constataram que adultos que relataram mais sintomas de TDAH mantiveram melhor a atenção ao longo do tempo com músicas que traziam pulsos de volume de 16 Hz acrescentados do que com pulsos mais lentos ou mais rápidos; a declaração de conflitos de interesse do artigo diz que o autor principal é funcionário da Brain.fm, Inc., a empresa que produziu a música usada nas condições de música modulada. Uma revisão sistemática de 2023 com 17 estudos concluiu que os efeitos dependem do gênero, do andamento e da tarefa; em um estudo de 1981 com 80 crianças de cinco anos, a música desacelerada aproximou mais as crianças hiperativas de seus pares. A paisagem sonora lo-fi do Ebbi usa andamento lento (72 BPM) e textura instrumental, e não usa a modulação de 16 Hz que Woods testou. Nenhum estudo testou o lo-fi em si.

Fontes

Mendes, C.G., et al. (2024). Interact J Med Res, 13, e53869. PMID: 39024557.

Martin-Moratinos, M., et al. (2023). JMIR, 25, e37742. https://doi.org/10.2196/37742

Leia a pesquisa completa →

Café

O ruído ambiente moderado (~70 dB) melhorou o pensamento criativo em um estudo marcante.

Um estudo no Journal of Consumer Research constatou que o ruído ambiente moderado (cerca de 70 dB, típico de uma cafeteria) melhorou o desempenho em tarefas criativas em comparação com condições silenciosas. O ruído alto (85 dB) prejudicou a criatividade. O mecanismo: o ruído moderado aumenta a dificuldade de processamento, o que induz um pensamento mais abstrato. Este estudo foi feito com a população geral, não com participantes com TDAH.

Fontes

Mehta, R., et al. (2012). J Consumer Research, 39(4), 784-799. DOI: 10.1086/665048.

Leia a pesquisa completa →

Silêncio

Não é a ausência de um recurso. É uma escolha deliberada, com pesquisa própria.

O silêncio é biologicamente ativo: um estudo com camundongos constatou que ele foi a única condição auditiva ainda associada a mais neurônios novos no hipocampo 7 dias depois (Kirste et al., 2015). Uma pausa silenciosa de dois minutos entre faixas de música reduziu a frequência cardíaca e a pressão arterial abaixo do nível de repouso anterior à música em 24 adultos jovens saudáveis (Bernardi et al., 2006). E um estudo de 2024 com 43 crianças e adolescentes com TDAH constatou que as que tinham mais traços hiperativos e impulsivos tendiam a se sair pior com ruído do que em uma sala silenciosa.

Fontes

Söderlund, G., et al. (2007). J Child Psychol Psychiatry, 48(8), 840-847. PMID: 17683456.

Söderlund, G.B.W., et al. (2024). Scand J Child Adolesc Psychiatry Psychol, 12(1), 92-99. https://doi.org/10.2478/sjcapp-2024-0010

Leia a pesquisa completa →

O Ebbi não é um dispositivo médico e não se destina a diagnosticar, tratar, curar ou prevenir nenhuma condição. Consulte um profissional de saúde para obter orientação médica.

Que tal focar de outro jeito?

Baixe o Ebbi para iPhone ou Android. Ou entre na lista de dicas de foco.

Baixar na App Store Disponível no Google Play

Teste o Pro grátis por 14 dias. Cancele a qualquer momento.